JAMILLE COELHO
Em Pernambuco, 44 operadoras terão que inserir cerca de 70 novos procedimentos médicos e odontológicos estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no novo rol de cobertura. Com isso, cerca de 1,1 mil usuários de planos no Estado não deverão ser penalizados com a medida, conforme garantiu o presidente em exercício da ANS, Alfredo Cardoso, ao afirmar que o reajuste não vai englobar a previsão de gastos extras com a inclusão das novas coberturas.
Mas, segundo o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo em Pernambuco (Abramge -PE), Flávio Wanderley, as empresas terão custo muito elevado para se adaptar às novas regras e, certamente, os valores serão repassados para os usuários. “No primeiro momento não se tem como estimar o impacto que as operadoras e usuários terão em seus orçamentos. As operadoras e entidades ligadas ao setor acompanharam todo o processo, foram ouvidas. As mudanças são muito boas para os usuários e vai normatizar o mercado”, explicou Wanderley.
Para o gerente de filiais do plano Ideal Saúde, Carlos Nascimento, mesmo que a ANS autorizasse o repasse, o usuário não conseguiria arcar com os gastos que as operadoras terão com a inserção dos procedimentos. O Ideal conta com uma carteira de 115 mil pessoas no Estado. “O custo é alto demais e mesmo se os planos pudessem repassar para os clientes, eles não teriam condições de pagar. Os planos terão que correr para os médicos e hospitais credenciados para tentar negociar boas tabelas e preços para não correr o risco de quebrar, principalmente as empresas menores”, alertou.
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